sábado, 22 de maio de 2010

A marca abaixo dos próprios pés

Segundo a maioria dos especialistas em branding, a personalização da marca é a maneira mais eficaz para adquirir a fidelização do cliente. Isso é fato, mas as diversas formas de aplicação praticadas sem conhecimento técnico, de maneira inconseqüente, têm transformado o que poderia ser eficiente em deficiente, denegrindo substancialmente o prestígio de uma empresa.

Como gosto de observar as coisas, outro dia, entrando em um estabelecimento no centro de Florianópolis me deparei diante de um tapete de porta de loja personalizado com o logotipo da empresa. Como um ato de respeito contornei o tapete evitando pisar sobre a marca da empresa.  Como se não bastasse, enquanto a funcionária não me atendia, fiquei atento à atitude de cada cliente que entrava na loja, em um curto espaço de tempo entraram no estabelecimento 05 pessoas e, pelo menos 02 delas, não só pisaram como esfregaram os pés sobre a marca.

No exato momento pensei qual seria a reação de cada pessoa se me dessem a oportunidade de pisar sobre a carteira de identidade de cada uma, preferencialmente, bem sobre a foto.

Moral da história: de maneira inconsciente, gestores inconseqüentes continuam com essa prática contra a própria marca. Por um lado combatem com unhas e dentes qualquer ação que vise denegrir a imagem institucional, mas não se atentam às atitudes negativas contra a própria marca.

Tal tipo de “sinalização” está entre as principais referências de aplicações equivocadas que seguem na contramão da comunicação visual da empresa.

Se partirmos do pressuposto que a marca é uma “Identidade” que personaliza um nome, é inaceitável que essa representação visual seja simplesmente colocada abaixo dos próprios pés.

Há quem diga que o consumidor não se apega a esses “detalhes”. Esse tipo de interpretação errônea atesta a gestão inconseqüente e denigre a estrutura organizacional, mesmo de maneira inconsciente, projetando sensações negativas por parte do cliente.

À frente de um bom produto ou serviço tem sempre uma grande marca. Como Kotler comenta:

"A medida que a vida dos consumidores se torna mais complexa, agitada e corrida, a capacidade que as marcas têm de simplificar a tomada de decisões é inestimável. É como um ícone que atrai os olhos do indivíduo satisfeito incentivando-o através das linguagens sensoriais a optar novamente pelo produto e/ou serviço".

Portanto, fique atento! A marca como referência de identidade merece o devido valor e total atenção por parte de seus gestores.

5 comentários:

  1. Carísimo Zé! Seja bem-vindo à blogosfera!!!
    Entre com o pé direito e deixe a sua marca.
    Aliás, a marca do Zé era o que estava faltando por aqui.
    Parabéns e boa sorte!!!

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  2. Pois Zé,
    seje bem-vindo...

    E obrigado pelo alerta. Quando eu, um bom paulista empreendedor, em busca de qualidade de vida (quer algo mais clichê que isso?), construir minha pousada à beira-mar, vou evitar imprimir minha logo no papel higiênico, no saco de lixo e, claro, no tapete de limpar pés.

    Abraços.

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  3. Aaahhahaha... muito boa essa do tapete. Com certeza muita gente não pensa nisso quando coloca a marca em tudo quanto é lugar. Já virei freguesa, aguardo ansiosamente a próxima reflexão!

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. O texto é poético. Bom de ler. A conclusão é intrigante. Entretanto, quando humaniza a logomarca faz nos pensar mesmo que o ser humano esta se tornando cada vez uma especie de mercadoria. Porque pisar na logo pode não ser simples sujar desfazer, pode ser nem perceber, estar insignificante. OU dizer estamos aos seus pés. Vejo que esse blog vai ser purreta de bom

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